Palestra sobre os Direitos das Pessoas Idosas

Na última sexta-feira, 17 de novembro, a promotora Yélena Araújo, coordenadora da Caravana da Pessoa Idosa do Ministério Público de Pernambuco, esteve presente no café da manha dos aposentados do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, e realizou uma palestra sobre os Direitos da Pessoa Idosa.  

“O conteúdo foi ministrado pela Promotora de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, Yélena Araújo. Além de abordar os direitos legais dos idosos, a exemplo do transporte, alimentação e às atividades culturais, a autoridade fez uma crítica à atual conjuntura política, econômica e social do país e convocou a categoria bancária para uma luta unificada. “Neste momento crítico de retrocessos de direitos, precisamos lutar, juntos, pela normalidade e pelo avanço social”, declarou.

 A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, acompanhou a atividade e comemora: “O último café do ano não poderia acontecer de outra forma, senão promovendo a interação entre associados e trazendo informações importantes para todos. Precisamos conhecer os nossos direitos para poder reivindicá-los e, também por isso, ouvir essa palestra foi tão válido. Esperamos, em 2018, continuar proporcionando momentos de confraternização e reflexão para os nossos aposentados”, afirma.

A secretária suplente dos Aposentados do Sindicato, Maria José Leódido, compartilha da mesma opinião. “Estamos muito felizes com a repercussão dos cafés deste ano. A aceitação tem sido muito boa e nos inspira a pensar em novos projetos para o ano de 2018. Seguiremos investindo na informação como fator de mudança e proporcionando momentos de lazer e conhecimento para os nossos filiados”, disse. 
A associada Aurenice Santos, aposentada pelo Itaú, foi uma das participantes desta sexta-feira. Ela revela estar animada para as próximas agendas. “É sempre muito bom estar entre amigos e assistir palestras que nos deixam atualizados.  Aqui no Sindicato, nós temos acesso a informações que não estão na mídia. Desejo que 2018 seja um ano de muita paz, saúde, e boas informação para todos”, concluiu.”

Idoso cego não desiste e faz Enem pela 3ª vez: ‘não é um obstáculo’

A deficiência visual e a idade de Henrique da Mata, de 68 anos, não o impediram de tentar fazer pela terceira vez as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Teresina. Ele faz prova n Instituto Federal do Piauí (IFPI), no Centro da capital. O aposentado explicou que pretende voltar às salas de aula como estudante dos cursos de nutrição ou de matemática.

“Também faço o exame para testar meus conhecimentos. Minha cegueira nunca me impediu de estudar e não vou desistir de entrar em uma faculdade por isso. Esse é o meu sonho e vou conseguir”, falou o candidato.

Com um sorriso estampado no rosto, o Henrique da Mata diz estar preparado e fará as provas acompanhado por um ledor. Os ledores são profissionais capacitados para realizar a leitura de textos e descrição de imagens que auxiliam pessoas com deficiência visual ou intelectual, autismo, déficit de atenção ou dislexia. Além disso, eles podem atuar como transcritores.

Fonte: G1 Globo

Pobreza e Velhice

Joana Almeida

19 Out 2017

Um estudo da OCDE mostra que, devido ao desemprego e aos baixos rendimentos, as novas gerações viverão essa fase de uma forma pior do que os seus pais em termos de condições econômicas e proteção social.

Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostra que a experiência de velhice vai mudar para radicalmente para as gerações nascidas depois da década de 60. O estudo mostra que, devido ao desemprego e aos baixos rendimentos, as novas gerações viverão essa fase de uma forma pior do que a dos seus pais em termos de condições económicas e proteção social.

“As gerações mais jovens vão enfrentar maiores riscos de desigualdade em idade avançada do que os reformados dos dias de hoje. Entre as gerações nascidas após os anos sessenta, a experiência de velhice mudará drasticamente”, lê-se no relatório divulgado esta quarta-feira. “Além disso, com queda do tamanho das famílias, a maior desigualdade em relação à vida profissional e a redução das reformas, alguns grupos enfrentarão um alto risco de pobreza”.

Segundo o estudo, os ‘baby boomers’ nascidos no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, beneficiaram de um crescimento económico assinalável, que possibilitou uma diminuição da desigualdade e uma maior proteção social, tendo em conta as crescentes preocupações com o bem-estar da sociedade abalada pelos tumultos da guerra. Os seus filhos com idades entre os 35 e os 50 anos, no entanto, “não serão tão ricos como os seus pais na velhice”. E os seus netos, nascidos depois de 2000 e que fazem parte da chamada geração do milénio, enfrentarão uma situação “particularmente difícil”.

“Os futuros idosos viverão mais tempo, mas são cada vez mais os que estarão desempregados em algum momento das suas vidas ou sujeitos a salários baixos, enquanto outras gerações terão desfrutado de rendimentos mais altos e estáveis”, explica o relatório da OCDE. “As desigualdades na educação, saúde e emprego começam a crescer em idades precoces”.

A OCDE nota ainda que o Japão será em 2050 o país com maior número de idosos do mundo, seguido de perto pelos países do sul da Europa: Itália, Grécia, Espanha e Portugal.

Fonte: Jornal Econômico

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