Ministério Público de Pernambuco
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Destaques do MPPE

O governador Eduardo Campos (PSB) reconduziu, ontem à noite, Aguinaldo Fenelon ao cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para o biênio 2013/2015, após receber a lista tríplice da instituição com os nomes de Fenelon, do secretário geral do órgão, Carlos Augusto Guerra de Holanda, e do procurador de Justiça de 1ª entrância do município de Correntes, Francisco Dirceu Barros. Os três foram escolhidos ontem, em votação promovida pelo MPPE.

Dos 396 procuradores e promotores aptos a votar, 376 foram às urnas. Como já era cogitado entre os membros, Aguinaldo Fenelon foi o mais votado entre os 152 nomes elegíveis ao cargo. Ele recebeu 294 votos (26,42%); seguido de Carlos Guerra, com 238 votos (21,38%); e Francisco Dirceu com 209 votos (18,78%). Após a apuração do resultado, a lista tríplice foi encaminhada ao governador.

"Fico muito feliz em ver que a classe entendeu nossa mensagem e através de um trabalho em conjunto conseguimos deixar o Ministério Público mais próximo da sociedade", comemorou Fenelon. Ainda sem saber a decisão do governador, Fenelon fez um discurso de continuidade e pontuou algumas questões que receberão atenção redobrada, caso seja o escolhido. "Vamos realizar um trabalho muito forte com as promotorias da Infância, continuar a luta em defesa do patrimônio público. Não vou deixar de focar a luta do MPPE na cidadania, abrangendo, principalmente, o meio ambiente. A emblemática dos resíduos sólidos foi uma bandeira nova, que as prefeituras levantaram, e vamos trabalhar para acabar os lixões", explicou.

Antes do resultado, em defesa do seu nome, o procurador Francisco Dirceu afirmou que o órgão está defasado nos municípios do interior do Estado e precisa se reestruturar. Ele também é a favor da democratização dos cargos. "Como uma entidade pode defender a igualdade social, se aqui dentro não temos isso? Eu como procurador, não posso ser subprocurador, não posso ser corregedor. Nós temos muitos projetos que vão contribuir para a melhoria do MPPE, que tem avançado muito", disse Dirceu.

O secretario geral Carlos Guerra fez questão de frisar a autonomia que o orgão conquistou, se comparado aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. "Nós temos atuado com eficiência nas áreas de interesse difusores da sociedade: saúde, educação, infância, no turismo", afirmou Guerra.

De acordo com a presidente da Comissão Eleitoral, Andrea Karla Maranhão, a votação transcorreu dentro da normalidade e a abstenção foi considerada mínima, apenas 20 membros não compareceram. Houve apenas um voto em branco e cinco cédulas foram anuladas, por infrigir a obrigatoriedade na escolha de três nomes.

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